A
artista norte-americana Kara Walker é muito conhecida por suas instalações de
figuras femininas e masculinas em siluetas recortadas manualmente, em tamanho
natural, usando papel preto para apresentar as ilustrações estereotipadas de
mulheres e homens que Walker apropria de fontes literárias produzidas na época
depois da Guerra Civil nos Estados Unidos.
Artista
Queniana Wangheti Mutu representa figuras femininas que focalizam na questão da
identidade cultural da mulher africana com ênfase na situação de mulheres cujos
corpos se tornaram o site de agressão de milícias em Quênia e outros países
africanos pós-coloniais. Seu trabalho também questiona as representações da
mulher e o modo que as mulheres africanas percebem sua identidade cultural na
época da globalização.
Marlene Dumas, artista sul-africana residente em
Amsterdam, busca a imprecisão através da aguada de nanquim e da técnica úmida
que fornecem meios para dificultar identificação das mulheres representadas em
seus desenhos e pinturas. Desta maneira, Dumas cria incerteza sobre a diferença
entre o observador e a pessoa observada e representada na obra.